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02/09/2005 - FIESP obtém
avanços em Brasília
Em menos de uma semana o presidente
da Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo (Fiesp),
empresário Paulo Skaf, em audiências
com diferentes autoridades governamentais
e políticas em Brasília,
conseguiu fazer avançar vários
projetos de interesse não apenas
da indústria, mas de toda a
sociedade brasileira.
Nesta quinta-feira (1/9), no Palácio
do Planalto, em Brasília, Skaf
participou do anúncio oficial
feito pelo presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva,
do envio de dois projetos de lei importantes
para o setor produtivo: o que reestrutura
todo o sistema de concorrência
no país (chamado de nova lei
do CADE) e o que cria o Cadastro Positivo
do Consumidor.
As propostas faziam parte da Agenda
Mínima entregue pelos empresários
aos presidentes dos poderes Legislativo
e Executivo, no início do mês
passado. Também estiveram presentes
à solenidade, os ministros
da Fazenda, Antônio Palocci,
da Justiça, Márcio Thomaz
Bastos, e da Casa Civil, ministra
Dilma Rousseff, além do presidente
da Câmara dos Deputados, Severino
Cavalcanti.
Skaf disse que vai trabalhar agora
junto ao Congresso Nacional para que
os projetos tramitem da forma mais
ágil possível. Na verdade,
ele já obteve do presidente
da Câmara, deputado Severino
Cavalcanti, o compromisso em agilizar
a votação das propostas.
O projeto que reforma o Sistema Brasileiro
de Defesa da Concorrência (SBDC)
faz mudanças profundas na estrutura
e na forma de atuação
dos órgãos de defesa
do consumidor, com o objetivo de torná-lo
mais racional, célere e eficiente.
A idéia é que o SBDC
atue de forma mais seletiva nas análises
de fusões e aquisições,
porém de forma mais aprofundada
e rigorosa no combate aos cartéis.
Outro projeto defendido por Skaf
em Brasília regulamenta os
serviços de bancos de dados
de proteção ao crédito
e permite a criação
de Cadastros Positivos. Com isso,
os bancos de dados devem reunir não
apenas informações negativas
sobre os consumidores (como já
acontece hoje), mas também
positivas, como o histórico
de créditos realizados e pagamento
efetivamente cumpridos, além
do pagamento de contas relacionadas
a serviços básicos essenciais,
como água, luz e telefone.
A reunião dessas informações
tornará possível a criação
de um histórico positivo para
cada pessoa, favorecendo os bons pagadores
e reduzindo os juros cobrados desses
bons clientes.
A expectativa do governo é
que o desenvolvimento de bancos de
dados de proteção ao
crédito com informações
positivas sobre consumidores ou empresas
beneficie, principalmente, pessoas
de baixa renda, além de micro
e pequenas empresas.
O presidente da Fiesp está
ainda determinado a continuar, sem
descanso, sua luta pela aprovação,
agora no Senado, dos novos limites
para o Sistema Simples. "Trabalhamos
para que isso fosse parte da Lei Geral
das Micro e Pequenas Empresas, mas
o assunto foi transferido para a chamada
MP do Bem. Não importa em que
lugar esteja, o importante é
aprovar o aumento dos novos limites,
que dobram beneficiando um maior contingente
de empresas e, com isso, garantindo
emprego e renda", afirma Skaf.
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