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03/05/2007 - Semana de Moda - Casa de Criadores: 10 anos de história

Comemorando 10 anos de existência, com papel importante na história da moda brasileira, a Semana de Moda - Casa de Criadores tem o que comemorar: colocou no mercado nomes importantes e continua abrindo espaço para os que estão iniciando.

Um depoimento emocionante do estilista André Lima, que iniciou sua carreira na Casa de Criadores, resume o que o evento significa. "Um espaço de aprendizado e evolução, um conhecer a moda com todo sentido de experimentação, mas com suporte profissional e possibilidade de se aprofundar na profissão de 'fazer moda'".
Seu desfile abriu o evento contando um pouco de sua história pessoal na Semana de Moda, em vestidos e peças que transpiram beleza e feminilidade. Desta vez, a Casa de Criadores acontece no Shopping Frei Caneca, em São Paulo, de 2 a 4 de maio. O evento tem o apoio institucional do Sinditêxtil-SP, que apóia a vinda de jornalistas de outros Estados para a cobertura dos desfiles.

Confira, a seguir, os destaques do primeiro dia:

MOSHE- A moda de Moshe vem sempre com muitas cores e um jeito street de ser, cheio de atitude e detalhes que honram as raízes do criador sem abrir mão da modernidade, que aparece nos cachecóis com bolso, calças e bermudas com gancho baixíssmo. Algumas versões College revisitadas, toques esportivos evidenciados pelo nylon e pelos tons laranja. Quase tudo propositalmente desordenado para estimular a criatividade e o estilo próprio.

MARCELU FERRAZ - Mantendo sua evolução criativa, Marcelu construiu uma coleção bem feminina e brinca com efeitos foscos e brilhantes dos tecidos, sempre exaltando a feminilidade com formas bem definidas ou vestidos que visitam o clássico e voltam modernizados. As cores têm poucas variantes, passando pelo azul marinho e pérola, mas dando preferência ao preto. Sempre em tecidos nobres como o cetim e tafetá, com algumas exceções para as malhas.

A.S.H. -As estampas extremamente artísticas e bem criativas são o que definem a coleção. Elas aparecem em peças mais amplas ou em outras justíssimas, que quase simulam um decalque na pele. Malhas amplas, jeans bem construídos, cinturas marcadas e as sobreposições e volumes são bem pensados. Tudo de um jeito lúdico e divertido.

PAULA BERTONE e MÁRIO CATTO - Balonês em blusas, vestidos e saias dão o tom do desfile, que evoca formas mais amplas em certos momentos, e justas com efeitos de listras diagonais em outros. Os curtos são maioria e as calças muito justas aparecem com cintura alta e bem marcada. Já a coleção masculina, traz um toque de modernidade aos clássicos blazer e colete, com detalhes nas laterais das calças e aplicações em tapeçaria em golas e costas de algumas peças.

ROBER DOGNANI - Os vestidos curtos e curtíssimos têm uma identidade marcante, são sensuais e cheios de toques exclusivos. Alguns detalhes evocando o "exagero", principalmente nas golas criativas, constroem a identidade da coleção, tendo como base tecidos nobres em sua maioria como: couro, seda e tafetá e detalhes nervurados ou plissados.

GUSTAVO SILVESTRE
- Uma exposição com modelos vivas venera o preto, valoriza os detalhes e exalta o brilho e os bordados. A maioria vestidos curtos, em formato "A" ou godê, cheios de detalhes como bordados e aplicações. Algumas peças em tons mais claros, aparecem com detalhes em renda e barrados românticos.

 

 
FONTE: Redação