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03/06/2008 - Sinditêxtil-SP realiza Oficinas de Processo Criativo em Americana
O Sinditêxtil-SP, em parceria com o Pólo Têxtil de Americana e com a ABIT, através do Programa Texbrasil, desenvolvido em parceria com a Apex-Brasil, realizou nos dias 12, 13 e 14 de maio, Oficinas de Processo Criativo, onde as empresas participantes foram treinadas pela consultora Geni Ribeiro, que incentivou o uso da criatividade. O foco desta ação foi direcionado a dinâmica de trabalho e não somente aos resultados. Desta maneira, as empresas redefinem suas ferramentas de produção e ganham agilidade e flexibilidade.
No primeiro momento, foi ministrado o seminário “Indústria da moda no Brasil – ameaças e oportunidades”, com um panorama geral sobre o setor no mundo. Mercado global, o Brasil como estilo de vida e criatividade foram alguns dos temas abordados na palestra. Em seguida os participantes assistiram a um vídeo de sensibilização, com o intuito de provocar a observação e as possibilidades para o Processo Criativo, levando-se em conta novamente o alto potencial da brasilidade. A idéia é mostrar que nosso país é rico cultural e ambientalmente e muitas inspirações podem surgir daqui.
A segunda etapa da oficina abordou a execução de ações levando-se em consideração o público-alvo, tema, matérias-primas, cartela de cores, programação visual das marcas e pontos de venda, entre outros. É uma espécie de revitalização, que ocorre logo após as realizações de clínicas, onde cada empresa teve seus produtos analisados individualmente sob o ponto de vista de um comprador internacional.
“Atuações como estas são importantíssimas para Americana, região onde está instalado o maior Pólo Têxtil de SP. Através das Oficinas, as empresas são incentivadas a usar a criatividade em todo o processo produtivo das coleções. Deste modo, as indústrias poderão expandir ou até mesmo iniciar negócios em outros países por meio da exportação, o que conseqüentemente resultaria na melhora da balança comercial de nosso setor, que hoje se encontra em déficit”, declarou Rafael Cervone Netto, presidente do Sinditêxtil-SP.
Para Jarbas Martins, gestor do Pólo Tec Tex, o trabalho realizado pelo Sinditêxtil-SP é de extrema importância. “Através das colocações nas oficinas pode-se ter uma visão geral do mercado, adequar o produto à marca, agregar valor ao produto, ou seja, são ferramentas para o produto ser visto de maneira diferente e assim melhorar sua qualidade e vendas. Foi muito rica a prática da oficina”, comentou Jarbas.
“Para a minha empresa, todas as informações de aperfeiçoamento e orientações técnicas são sempre bem-vindas, pois estamos continuamente trabalhando por melhores resultados. Então, com a participação nesta clínica, esperamos obter um aprimoramento de nossos produtos. Consideramos muito valioso o trabalho do Sinditêxtil, pela preocupação de capacitar e profissionalizar as empresas para adequação do processo produtivo a nível globalizado”, disse Renata Lolato, da Confecções Squadrum.
Carlos Torres, da Mar Negro Confecções, conta que a Oficina de Processo Criativo trouxe inovações à coleção da empresa. “Através da nossa participação ao longo dos três dias nas Oficinas, tivemos a visão de criação instigada. Aprendemos a obter inspirações através das coisas que estão em nosso cotidiano, que vivemos em nossa realidade. Não é necessário copiar referências do exterior. Muitas vezes, a visão de criação das empresas é limitada e o fato de trazer um curso à Americana com certeza abriu a mente e mudou o modo de pensar de muitos empresários”, disse Torres.
“Posso dizer que a participação na Oficina significou muito para nossa empresa, pois nos deu uma nova maneira de ver as coisas e de desenvolver as coleções. Conheço e acompanho o trabalho da própria Geni, profissional de grande capacidade e vasto conhecimento do mercado têxtil, o que só poderia resultar em bons frutos”, comentou Luiz Carlos Cecchino, da Distral.
“A Clínica de Produtos apresentou uma nova forma de criação, sendo que para nossa empresa o desenvolvimento de novos produtos sempre foi um processo solitário. Participando da oficina percebemos que, com a troca de informações entre mais empresas (fornecedores de matéria-prima, estamparias, tinturarias e clientes), o desenvolvimento ficou muito mais fácil e ágil. O trabalho em equipe, com várias pessoas de indústrias diferentes é uma ótima ferramenta para o desenvolvimento de novas coleções”, explicou Wladimir Faé Filho, da Faé Fabril.
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