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03/11/2005 - COMUNICADO GERAL
N. 01/2005
NEGOCIAÇÕES COLETIVAS
2005/2006
Informamos que se encontram em andamento
as negociações coletivas
2005/2006 para renovar a Convenção
Coletiva com a Federação
e os Sindicatos de Trabalhadores têxteis
do Estado de São Paulo.
Neste ano as negociações
estão ocorrendo sob um cenário
bastante delicado para o segmento
têxtil, seja em relação
ao momento atual, seja quanto às
perspectivas de curto e médio
prazo. No mercado interno, vivemos
um período de forte retração
das vendas, motivado pela elevada
carga tributária, pela alta
de juros reais, pelo aumento da taxa
de desemprego. No mercado externo,
as exportações de têxteis
e confeccionados estão em queda
devido à taxa de câmbio
e à concorrência "desleal"
que estamos enfrentando dos produtos
asiáticos que, por sinal, afeta,
também, o mercado interno.
As iniciativas de proteção
que estão em andamento pelas
entidades empresariais, como é
o caso do mecanismo de salvaguardas,
recentemente regulamentado, terão
efeitos práticos somente a
médio e longo prazo, pois não
foi implementado ainda pelo governo.
Neste cenário adverso, visando
adaptar-se à baixa demanda
de consumo, as Empresas estão
utilizando e praticamente já
esgotaram todas as ferramentas disponíveis
em sua gestão, tais como, banco
de horas, férias coletivas,
redução de turnos, licenças
não-remuneradas, entre outras,
sendo que tais medidas não
estão sendo suficientes para
evitar demissões.
Especificamente em relação
ao desemprego, comparando o período
de janeiro a setembro de 2004, a cadeia
têxtil paulista contratou 62%
menos em 2005. No que tange aos salários,
o setor têxtil em São
Paulo paga, em média, 40% (quarenta
por cento) acima do que é praticado
em outras regiões do país,
para onde estão migrando os
novos investimentos e, por conseqüência,
os empregos.
Diante desses fatos, e considerando
que a mão-de-obra tem uma importância
significativa na composição
de nossos custos, estamos buscando
um acordo equilibrado e viável
para o momento.
Entendendo que a prioridade seja
minimizar a diminuição
de postos de trabalho, depois de algumas
rodadas de negociação,
e mediante grande esforço,
o setor empresarial apresentou proposta
de aumento salarial visando à
recomposição inflacionária
dos últimos 12 (doze) meses,
além de outras melhorias nas
demais cláusulas da atual Convenção
Coletiva de Trabalho.
Temos convicção que
todos os trabalhadores do segmento
têxtil paulista, têm plena
consciência do momento difícil
que vem sendo enfrentado, e saberão
corresponder para viabilizar a renovação
da convenção coletiva.
Na expectativa de chegarmos a um
consenso, já foram agendadas
novas reuniões de negociação
para os próximos dias, motivo
pelo qual todos devemos aguardar a
continuidade do processo negocial
num clima de trabalho normal.
Alertamos aos associados que, caso
sejam procurados diretamente pelo
Sindicato de Trabalhadores de sua
região direcionem qualquer
reivindicação ao SINDITÊXTIL,
visando não comprometer as
tratativas do setor em nível
estadual.
Mais informações:
juridico@abit.org.br
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