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05/08/2008 - Confecções
crescem 73% na região do Pólo
Têxtil
Em um período de aquecimento
da economia, fenômeno que ocorre
de maneira ampla no País, um
segmento apresenta, na RPT (Região
do Pólo Têxtil), formada
por Americana, Santa Bárbara,
Nova Odessa, Sumaré e Hortolândia,
um desempenho especial. As micro e
pequenas empresas de confecção
apresentaram, em cinco anos, um crescimento
de 73,5%.
Em 2002, segundo levantamento do
Sebrae-SP (Serviço de Apoio
às Micro e Pequenas Empresas
de São Paulo), as indústrias
de confecção eram 484.
Em 2007, esse número saltou
para 840.
Outro dado, também animador
para a região, corre paralelo:
o crescimento das micro e pequenas
indústrias têxteis no
período foi de 17,7%. Somando
as cinco cidades, já são
945 unidades - eram 803 cinco anos
atrás.
Marco Aurélio Bedê,
consultor do Sebrae-SP, analisa a
situação atual. "Essas
micro e pequenas empresas sempre existiram,
porém na informalidade. Devido
à atuação de
diversas instituições,
elas começaram a surgir, seja
por meio da cooperativa ou encorajamento
dos empresários em crescer
e aparecer", disse.
Um reflexo imediato do crescimento
é a geração de
empregos. De acordo com um estudo
da PUC-Campinas, o aumento no número
de novas vagas é maior entre
as micro e pequenas empresas do que
as médias e grandes. "Ao
analisar o fluxo total de emprego
das micro e pequenas indústrias
têxteis nos municípios
da RPT, o trabalho mostrou que no
primeiro trimestre de 2008, o número
de novas vagas somou 342, contra 227
em 2007. Mas o mesmo não ocorreu
nas empresas de médio e grande
porte, que em 2007 apresentaram 145
novas vagas e em 2008 um fluxo negativo
de 19", disse a pesquisadora
e professora da instituição
Cibele Sugahara.
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