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06/09/2005 - Pólo Têxtil
recorre a todas as esferas
O Pólo Têxtil de Americana
vai iniciar uma busca por recursos
em todas as esferas governamentais
para financiar o APL (Arranjo Produtivo
Local), que vai permitir a organização
das empresas dos diversos segmentos
da cadeia produtiva do setor em busca
de facilidades na comercialização
de produtos. Além disso, o
objetivo do APL é desenvolver
uma série de ações
integradas entre Americana, Santa
Bárbara dOeste, Sumaré,
Nova Odessa e Hortolândia, que
fazem parte do Pólo Têxtil.
Os prefeitos Erich Hetzl Júnior
(PDT), de Americana, José Maria
de Araújo Júnior, o
Zé Maria (PSDB), de Santa Bárbara,
José Antônio Bacchim
(PT), de Sumaré, Ângelo
Perugini (PT), de Hortolândia,
e Salime Abdo (PDT), de Nova Odessa,
estiveram reunidos ontem, em Americana,
juntamente com representantes do Sinditec
(Sindicato das Indústrias de
Tecelagem de Americana e Região),
Sinditêxtil (Sindicato das Indústrias
Têxteis do Estado de São
Paulo) e empresários do setor.
A busca pelos recursos para o APL
vai começar com o governo federal,
através de uma reunião
marcada para o dia 13, em Brasília,
com a ministra chefe da Casa Civil,
Dilma Roussef. Além disso,
o desenvolvimento do APL vai permitir
que o pólo seja novamente inserido
em um programa de incentivo do governo
estadual, do qual o pólo está
atualmente excluído por falta
de projeto. Na esfera municipal, os
prefeitos das cinco cidades se comprometeram,
ontem, a entrarem com uma contrapartida
de recursos para o fomento das ações.
Os valores não foram divulgados.
De acordo com a secretária
de Desenvolvimento Econômico
de Americana, Nilza Tavoloni, entre
as ações necessárias
para o desenvolvimento do APL estão
a capacitação da mão-de-obra
da indústria e dos empresários
e a fomentação de recursos
para as atividades. O sucesso
do APL está ligado ao interesse
do empresariado em participar do projeto.
O setor precisa se organizar coletivamente
para ter representatividade,
disse ela. O consultor técnico
especializado em APL, Osni Nobre,
informou que, entre as ações
necessárias, estão a
constituição de um novo
comitê de desenvolvimento para
trabalhar a estruturação
econômica e social na região.
A idéia é envolver
toda a cadeia produtiva e trabalhar
programas de capacitação
em qualidade, produtividade, tecnologia,
gestão e desenvolvimento de
negócios no mercado internacional,
explicou ele.
O presidente do Sinditêxtil,
Rafael Cervone Neto, afirmou que a
região é a primeira
a ter o APL da área têxtil
instituído. No Estado, existem
cerca de quatro projetos de APLs na
área têxtil, mas em menores
proporções, segundo
Nobre. O Pólo Têxtil
é formado por um conjunto de
700 empresas têxteis, 1,4 mil
de confecções, com um
total de 35 mil trabalhadores. O
APL permite trabalhar melhor o produto
final, melhorando o design e todos
os componentes da cadeia produtiva
com o objetivo de aumentar as exportações,
explicou Cervone Neto. Segundo ele,
o Pólo Têxtil já
fez uma reestruturação
em torno da elaboração
de uma estratégia de desenvolvimento,
e a implantação do APL
é resultado de uma dessas ações.
Para que outros resultados apareçam,
ele disse que é necessário
pressionar o governo federal para
regulamentar o processo de salvaguardas
contra a importação
dos produtos chineses.
Essa reunião demonstrou
a disposição dos prefeitos
de trabalhar em conjunto com os sindicatos
para pressionar o governo para baratear
os produtos brasileiros, para que
eles possam fazer frente aos produtos
chineses, definiu o presidente
do Sinditec, Fábio Beretta
Rossi. Na próxima reunião,
dia 16, será concretizado um
cronograma das ações.
Fonte: Jornal Todo Dia
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