| 08/07/2005
- Nanotecnologia: FIESP e IEDI propõem
ação conjunta
No último dia da Nanotec Expo
2005, em 7 de julho, o presidente
da Federação das Indústrias
de São Paulo (FIESP), Paulo
Skaf, e o presidente do Conselho do
Instituto de Estudos para o Desenvolvimento
Industrial (IEDI), Ivoncy Brochmann
Ioschpe, divulgaram um documento em
que manisfestam o engajamento das
empresas brasileiras nas nanotecnologias.
Intitulado de Carta de São
Paulo o documento deixa explícita
a necessidade de uma ação
conjunta entre a área privada,
a acadêmica e o governo federal,
como ministérios da ciência
e tecnologia, educação
e até áreas de energia
atômica. Na Carta, as entidades
apontam para a inerente utilização
das nanotecnologias em todo o mundo,
sendo que o mercado de produtos e
processos nanotécnicos deve
atingir cerca de US$ 1 trilhão
em dez anos.
Em coletiva com a imprensa Ioschpe
afirmou que 'a intenção
dessa Carta era de chamar a atenção
da sociedade quanto a importância
de se investir no desenvolvimento
de nanotecnologias, que em pouco tempo
irão impactar muito o mercado
mundial. O governo ainda está
muito desorganizado neste sentido'.
No âmbito do setor têxtil,
que já demanda várias
utilizações de processos
nanotecnológicos, o diretor
do departamento de tecnologia da FIESP,
José Roriz Coelho, é
categórico ao afirmar que o
Brasil está atrasado nesta
área. 'Sem dúvida estamos
atrasados e, além de países
desenvolvidos como os Estados Unidos
estarem muito adiantados, a própria
China está à nossa frente
nesta área. Temos que tentar
tirar esse atraso, e podemos fazer
isso através, por exemplo,
da Lei de Inovação que
prevê investimentos para as
pequenas e micro empresas desenvolverem
novas tecnologias' diz Roriz.
A Nanotec Expo 2005 reuniu nos dias
6 e 7 projetos, produtos e materiais
nanotecnológicos, bem como
realizou um congresso internacional
com cientistas trazidos de vários
países e diferentes níveis
de participantes: empresários,
professores universitários,
engenheiros, estudantes e jornalistas.
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