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Procuram-se 56 mil costureiras

Publicada em 09/09/2010 pelo Brasil Econômico. Autora: Eva Rodrigues.

"Previsão é para a indústria têxtil no estado de São Paulo; total de vagas será de 351 mil em 2012"

Estudo obtido com exclusividade pelo BRASIL ECONÔMICO projeta que o setor têxtil no estado de São Paulo sairá de um patamar de 289.910 postos de trabalho em 2009 para 351.404 em 2012. Desse total, 56.335 vagas serão somente para costureiras. Os dados fazem parte do Projeto Capital Humano, desenvolvido pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, e encontram respaldo na alta demanda verificada hoje no setor.

Diretor-executivo de três sindicatos ligados ao vestuário - Sindivest, Sindiroupas e Sindicamisas -, Pedro Fortes afirma que se houvesse costureira especializada o setor absorveria hoje 30 mil novos empregos, considerando postos novos e substituição de profissionais que não são adequados nas 11 mil indústrias de vestuário no estado. "A produção aumentou bastante nos últimos 12 meses e há falta de mão de obra qualificada no setor", afirma, ao acrescentar que os sindicatos estão trabalhando em conjunto com o Senai e comas lideranças industriais nos diferentes polos de vestuário do estado para estabelecer programas de treinamento que realmente signifiquem empregabilidade nas indústrias locais.

"Além de evitar que os profissionais sigam o caminho da informalidade ou de profissional autônomo, a ideia é que os cursos sejam menos fechados e mais flexíveis, de acordo com a dinâmica da região.

Nesse sentido, estamos trabalhando na reavaliação do formato dos cursos nos 28 núcleos de formação existentes no estado." No caso específico da costureira, vale citar um fator ligado a mudanças sociais: a perda de atratividade da profissão ao longo dos anos. "Vemos pessoas que preferem trabalhar no comércio ou com informática. É um fator cultural que demanda um trabalho de revalorização dessas profissões", diz o executivo. Além disso, o empresário hoje deve ter em mente a necessidade de retenção do trabalhador.

"É fato que empresas de diversos setores se espalham pelo estado e a facilidade de mudar de emprego hoje é real." Capital Humano Para maximizar a estrutura de oferta profissional de acordo com as demandas do mercado de trabalho, o Depar já fez estudos que projetam a geração de postos de trabalho no horizonte de 2012 para os setores de maior demanda no estado: construção civil, alimentos, automobilístico e agora o segmento têxtil.

Apartir de projeções de PIB setorial e de taxa de reposição de pessoal, os estudos buscam antever a necessidade futura de mão de obra-qualitativa e quantitativa- nos diferentes segmentos.
O Depar trabalha em estreita parceria com o Senai, o Centro Paula Souza e o Instituto Federal São Paulo (IFSP). A ideia é evitar que a formação profissional se descole das reais necessidades decorrentes das dinâmicas regionais.