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09/01/2009 - 1ª fábrica
de fiação de seda será
tombada em Sorocaba
O Conselho de Defesa do Patrimônio
Histórico de Sorocaba aprovou
o tombamento do casarão que
sediou a primeira indústria
de fiação de seda do
Estado de São Paulo. O prédio,
conhecido como Chácara Amarela,
data de 1851 e conserva técnicas
construtivas do período imperial,
como estrutura em taipa de pilão
e as seis janelas da fachada.
A fábrica funcionou quatro
décadas antes da chegada das
grandes tecelagens que tornaram Sorocaba
conhecida como a capital têxtil
do Estado.
O casarão foi construído
por Francisco de Paula Oliveira e
Abreu com a ajuda de escravos num
terreno próximo do Rio Sorocaba,
adquirido em 1849.
A seda produzida em Sorocaba, embora
por apenas dois anos, ganhou fama
pela qualidade. Abreu também
fabricou os teares de madeira usados
para fiar a seda. Apesar das alterações
ocorridas no entorno, o casarão
está praticamente intocado
e preserva parte da senzala.
O prédio, localizado na região
do Além-Ponte, é particular
e abriga uma empresa de segurança.
Um levantamento feito na década
de 90 sobre o patrimônio histórico
e arquitetônico de Sorocaba
não incluiu a Chácara
Amarela porque se acreditava que o
casarão tinha sido demolido.
ACERVO
O parecer do conselho levou em conta
um laudo de especialistas atestando
a relevância histórica
e arquitetônica do prédio.
O prefeito Vitor Lippi (PSDB) deve
enviar à Câmara um projeto
para que o tombamento seja efetivado.
Com a Chácara Amarela, Sorocaba
passará a ter 25 bens tombados
pelo município, entre eles
o Mercado Municipal, a catedral, a
Capela do Divino e o bairro de Aparecidinha.
O Estado, por meio do Conselho de
Defesa do Patrimônio Histórico,
Artístico, Arqueológico
e Turístico (Condephaat), tombou
o Casarão de Brigadeiro Tobias,
o Mosteiro de São Bento e o
prédio da Escola Estadual Antonio
Padilha.
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