|
09/06/2006 - ABIT assina convênio
com ABDI
Foi assinado no dia 8 de junho, no
lounge da Associação
Brasileira da Indústria Têxtil
e de Confecção (ABIT),
no Fashion Rio (Marina da Glória),
um convênio entre a Agência
Brasileira de Desenvolvimento Industrial
(ABDI) e a ABIT. Com apoio de entidades
como o Sinditêxtil-SP, a parceria
marca o início da implementação
do Plano de Desenvolvimento Setorial
(PDS) para a indústria têxtil,
elaborado em conjunto pelas duas entidades.
O primeiro projeto a ser executado
será o de Auto-regulamentação,
Normalização e Certificação
de Roupas Profissionais, com investimento
conjunto de R$ 370 mil. Ao todo, o
PDS prevê investimentos de R$
1 milhão.
O projeto inicial objetiva revisar,
atualizar e adequar normas técnicas,
bem como estimular a sua aplicação
sobre qualidade do produto, processo
de fabricação, responsabilidade
social e ambiental para o segmento
de roupas profissionais no Brasil.
A idéia é também
definir critérios para a certificação
voluntária de produtos, visando
à concessão de selo
de qualidade ou selo de conformidade
para o segmento. O projeto vai gerar
parâmetros técnicos para
a auto-regulamentação
desse mercado, garantindo maior qualidade
do produto. Tipo de tecido, modelagem,
reforço no acabamento, e outros
parâmetros serão definidos
conforme a atividade exercida e a
região do país.
Para o presidente da ABDI, Alessandro
Teixeira, a normalização
e a certificação são
fundamentais para o setor. "Esse
projeto vai reduzir a heterogeneidade
existente no segmento de roupas profissionais
no Brasil, promovendo, assim, o aumento
da competitividade nessas empresas",
diz.
O diretor-superintendente da ABIT,
Fernando Pimentel, aponta o convênio
como prova viva de que o Governo,
através do Ministério
do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior e da ABDI,
está atento às necessidades
de aprimoramento tecnológico
da cadeia produtiva nacional e dos
trabalhadores. Para Pimentel, o projeto
"também atesta que o setor
têxtil e de confecção
tem grande futuro".
Para Pimentel, os desafios do projeto
de normalização e certificação
da qualidade num segmento tão
diversificado e amplo como o mercado
de roupas profissionais do país
serão uma ótima oportunidade
para o setor evoluir tecnologicamente
e ganhar escala. "A partir do
convênio, a cadeia produtiva
ficará ainda mais eficiente
para competir no mercado global",
afirma.
Serão beneficiadas todas as
empresas brasileiras - de micro a
médio portes - fabricantes
de roupas profissionais. Entre os
Estados que mais concentram empresas
nesse segmento estão: São
Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro,
Rio Grande do Sul, Paraná,
Bahia, Goiás, Santa Catarina,
Ceará, Pernambuco, Espírito
Santo, Mato Grosso, Distrito Federal,
Pará e Maranhão.
'Espero que essas ações
ajudem a fortalecer o setor têxtil
e de confecção', complementou
Teixeira.
|