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COMUNICADO GERAL Nº 03/2010
05/novembro/2010

NEGOCIAÇÕES COLETIVAS 2010/2011

 

Os Sindicatos Patronais SIETEX, SINDCORDOALHA e o SINDITÊXTIL-SP, representantes da categoria econômica do Setor Têxtil do Estado de São Paulo, apesar das reconhecidas diferenças entre os portes das empresas que compõem os elos das respectivas cadeias produtivas e as diversidades de processos produtivos, se esforçaram em conjunto para conduzir as negociações coletivas da forma mais respeitosa para com os Sindicatos Profissionais envolvidos, com o reconhecimento das necessidades e a importância dos trabalhadores nas empresas.

A Bancada Profissional, embalada por uma onda de aumentos com valores acima da realidade, de categorias que antecederam nossas negociações, onde o custo da mão de obra representa valores próximos ou inferiores a 2% do valor de venda do produto final, com realidade totalmente distinta de nossa cadeia têxtil, onde encontramos valores superiores a 30% em alguns segmentos, achou por bem recusar nossa proposta de reajuste salarial.

Informamos que a proposta final apresentada pela Bancada Patronal foi nos seguintes termos:

Piso Admissional                            =      R$      630,00
Piso de Efetivação                         =      R$      701,80
Teto de Aplicação de Reajuste      =       R$  6.700,00
PLR/PPR                                         =      manutenção dos valores a título de multa
Auxílio creche                                =      R$      100,00

Embora tenhamos conseguido aprovar em conjunto todos estes itens na evolução das rodadas de negociação, o impasse nas negociações reside no índice apresentado pela Bancada Patronal e (recusado pela Bancada Profissional) de 6,5%, o que representa um percentual expressivo e até acima da realidade da maioria das empresas.

A simples divulgação na última terça feira do INPC de 5,39% não justifica qualquer mudança nos parâmetros de negociações e caberia neste momento, que prevalecesse o "bom senso", ainda mais em se considerando a concorrência que a Indústria Paulista enfrenta de outros Estados, perdendo seus postos de trabalho a cada ano.

Relevante sim, neste momento, é o significativo aumento das matérias primas o qual somado ao aumento do custo de mão de obra pode ter impacto fulminante no resultado das empresas.

Por este motivo, contamos com a colaboração das empresas em manter-se coesas e não ultrapassar os índices oferecidos e aprovados em assembleias, em caso de concessão de antecipação salarial.

Dentro da transparência que rege a condução de nossas entidades, respeitando os limites impostos por nossas assembleias, os presidentes abaixo assinados, acharam por bem não progredir na negociação, deixando a cargo dos sindicatos dos trabalhadores a reflexão sobre o momento delicado pelo qual passamos, buscando em conjunto uma solução que garanta o bem estar do trabalhador mas principalmente, as condições de continuidade dos empregos.