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Têxteis realizam pesquisa de Sondagem Industrial

 A ABIT, o Sinditêxtil – SP e a ABRAFAS realizaram, em agosto, a segunda pesquisa de Sondagem Industrial. O estudo, elaborado pelas entidades, tem como objetivo apresentar um panorama do setor têxtil e de confecção brasileiro.  “Obtivemos respostas de empresas associadas de diversos segmentos, tais como tecelagem, malharia, beneficiamento e confecção”, comenta o economista Haroldo Silva, que coordenou o trabalho. 

A amostragem traz  que 40% das empresas consideram que houve aumento no volume de produção em julho, na comparação com o mês anterior. Outras 30% registraram estabilidade, enquanto 30% constataram queda na produção e 10%, queda acentuada. No entanto, a pesquisa identificou que o nível de utilização da capacidade instalada de metade das empresas ouvidas ficou abaixo do usual, com relação ao normal para meses de julho; 30% se mantiveram igual e 20% ficaram acima do usual. Ao fim de julho, os estoques de produtos finais das empresas consultadas, ao fim de julho, com relação ao planejado mostrou-se igual ao planejado para 40% das empresas e acima do esperado para 30% delas. Outras 30% responderam que não operam com estoques.

A sondagem também investigou o índice de confiança do empresário industrial. Os resultados mostram que, em comparação com os últimos seis meses, as condições gerais da economia brasileira não se alteraram para 50% dos entrevistados, melhoraram para 30% e pioraram para 20% deles.  Já as condições gerais da própria empresa melhoraram para 40% dos empresários, não se alteraram para 50% e pioraram para 10%.

A pesquisa mostrou que 10% dos empresários estão pessimistas em relação à economia brasileira nos próximos seis meses, enquanto 40% estão confiantes e 50% acreditam que deve permanecer nas mesmas condições. No que se refere à própria empresa, no mesmo período,  50% mostraram que estão confiantes, 40% disseram que deve permanecer igual e apenas 10% mostraram pessimismo.

Ainda sobre os próximos seis meses, a amostragem revelou que 20% dos empresários esperam um aumento na demanda por seus produtos, 50% estimam estabilidade e 30% acreditam que haverá queda. No que se refere ao número de empregados, 60% dos entrevistados acreditam que haverá estabilidade, 10% apontaram para aumento, 20% sinalizaram queda e outros 10% indicaram queda acentuada. No item compras de matérias primas, 40% dos empresários afirmaram que haverá queda, enquanto 30% defendem estabilidade e 30%, aumento. A quantidade exportada deverá permanecer estável para 20% dos industriais e queda para outros 20%. O restante informou que não exporta.