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Engenharia Têxtil da FEI vence concurso italiano

Uma estudante e duas engenheiras recém-formadas do curso de Engenharia Têxtil do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) venceram a segunda edição do concurso Italian Textil Technology Award 2011. Realizado pelo ICE (Instituto Italiano para o Comércio Exterior) e Acimit (Associação dos Fabricantes de Máquinas para a Indústria Têxtil), os participantes foram desafiados a desenvolver projetos com foco na inovação tecnológica e novas aplicações de materiais para a indústria mecanotêxtil.

Como prêmio, a aluna Marjorie Tokoi e as engenheiras Maria Carolina Garcia Peixoto e Carolina Hattori ganharam uma viagem à Itália, com todas as despesas pagas. O grupo terá oportunidade de conhecer diversas empresas do setor de máquinas têxteis e poderá ainda participar de um curso no Politécnico de Milão. As ganhadoras ficarão na Itália de 27 de junho a 9 de julho.

“Será uma grande oportunidade para fazerem visitas técnicas e conhecerem todo o processo de produção e maquinário de uma das nações que é referência mundial no segmento”, destaca a professora e coordenadora do curso de Engenharia Têxtil da FEI, Camilla Borelli, que acompanhará o grupo.

Os trabalhos

Marjorie Tokoi, aluna do 6º semestre da FEI, apresentou o trabalho Câmera fotográfica acoplada ao martindale e software de comparação de imagens. A pesquisa sugere a acoplagem de uma câmera no equipamento Martindale para que um software de comparação de imagem forneça automaticamente resultado de ensaios com maior precisão, redução do tempo e melhores condições para ensaios de resistência à abrasão.

Outro estudo da FEI feito pela recém-formada Maria Carolina Garcia Peixoto foi Comparação da proliferação de fungos em lingeries de poliamida e algodão. O projeto mostra que as atuais malhas sintéticas de calcinhas não contribuem para o aumento da umidade e da temperatura local, tornando o ambiente não propício ao crescimento de fungos.

A aluna realizou ensaios com cinco tipos de malha de lingerie, duas usadas nos anos 1980 (poliamida com elastano em malha de urdume e 100% algodão) e três atuais (poliamida microfibra texturizada com elastano em malha circular, malha de algodão com elastano e malha de urdume com poliamida microfibra).

O melhor resultado obtido por Maria Carolina foi com a microfibra texturizada com elastano em malha circular, que apresentou o mesmo desempenho que a malha de algodão, não favorável à proliferação de fungos. Já a malha de urdume (fios dispostos longitudinalmente em que a trama é tecida) se mostrou mais favorável a fungos por apresentar pior desempenho nos testes de gerenciamento de umidade.

A terceira pesquisa vencedora, Influência do fator de cobertura, do tipo de fibra e da cor na absorção de raios ultravioletas, é de Carolina Hattori, que analisou 16 amostras com tecidos de algodão, modal, poliamida e poliéster nas cores preto e cinza. Durantes os testes, os raios ultravioletas foram incididos nos tecidos para verificar o grau de absorção de UV através do artigo têxtil. Ficou comprovado, por exemplo, que a cor preta absorveu mais os raios ultravioletas do que a cor cinza, ou seja, a quantidade de UVA que passou pelo artigo têxtil foi menor, fornecendo melhor proteção.