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Tecnologia em estamparia digital aos olhos brasileiros

O Comitê de Estamparia Digital da ABIT e Sinditêxtil-SP organizou, no dia 13 de julho, na sede das entidades, uma mesa redonda com empresas que participaram do evento de estamparia digital realizado pela Federation of European Screenprinters Associations (Fespa), nos dias 12 e 13 de maio, em Amsterdã, Holanda. Ministrado por João Luiz Pereira, coordenador do Comitê, o evento iniciou seus trabalhos com a breve explicação sobre o funcionamento e direcionamento das ações desse novo setor, que age em conjunto com o Sindicato e a Associação.

“Temos como dever ampliar a visão dos empresários, quanto às novidades e novas tecnologias que estão surgindo pelo mundo, a fim de adequar o empresariado brasileiro e não deixar com que nossos produtos percam ou deixem de ganhar espaço no exterior e até mesmo no mercado interno”, afirmou o João Luiz, que também é presidente do conselho consultivo da Associação Brasileira dos Técnicos Têxteis (ABTT).

Rafael Knopfler, representante da Dalutex, comentou o fraco desempenho da feira, que deixou a desejar quanto a novidades. “A feira estava fraca, tanto a novidades quanto em visitantes. As máquinas apresentadas lá tinham grandes recursos e grande capacidade de trabalho, mas na teoria todas são. Algumas máquinas surpreendiam pela capacidade de produção por hora, como as máquinas da Ozires, mas não eram novidades, mas sim uma releitura de um modelo antigo”, reportou Rafael.

O representante de estamparia digital da empresa Desart, Ary Caldeira, acrescentou que viu máquinas de design arrojado de projeto para grandes produções, mas que nenhuma estava em funcionamento. “Visei empresas em que as máquinas estavam em exposição e não trabalhando, pois ainda não tinham sido encontrados cartuchos que se adequassem bem ao funcionamento do equipamento. Isso é ter algo desenvolvido para grandes projetos, operando de forma micro, sem força total”, concluiu.

Sobre as formas de atingir mercados internacionais para estamparia digital, a engenheira têxtil e diretora da Di Grecco, Maria Fernanda, esboçou as preocupações ambientais como o ponto forte para a entrada em países europeus e asiáticos. “Na feira notava-se claramente a preocupação ambiental quanto as formas para aplicar e as plataformas para aplicação das estampas. Uma preocupação bem maior do que no Brasil. Até mesmo na Ásia eles desenvolvem projetos que não atinjam o meio ambiente”, afirmou.

José C. de Macedo, diretor comercial da Sintequímica, apresentou fotos dos lounges e estandes que compunham a feira e comentou sobre as máquinas e produtos que foram apresentados. “As máquinas são ótimas, funcionais e de grande porte, mas não eram novidades. Inovação mesmo apenas na forma de divulgação da feira, onde eles usaram tecidos como banners e não papel. Isso é um passo muito grande e inteligente, que deve ser utilizado no Brasil, pois valoriza a indústria têxtil como um todo e valoriza também o evento”, explicou o diretor.