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Joesel Spagnol morre aos 70 anos

O setor têxtil da região de Americana lamentou a morte de Joesel Spagnol, idealizador do Polo Tecnológico Têxtil e um dos fundadores do Sinditec. O industrial aposentado faleceu no dia 12 de dezembro,aos 70 anos, no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, em decorrência de complicações cardíacas. O velório aconteceu no dia 13/12 na Fidam (Feira Industrial de Americana) e o corpo foi sepultado no Cemitério da Saudade de Limeira, terra natal do empresário.

Maris Spagnol, prima do industrial, disse que ele estava internado há 30 dias. Era casado com Leonor de Andrade Spagnol, deixando dois filhos e duas netas. Maris contou que Spagnol mudou-se para Americana há 40 anos, foi presidente da Fidam no biênio 1988/1989 e diretor do Departamento Têxtil da ACIA (Associação Comercial e Industrial de Americana). Dono de uma tecelagem e uma tinturaria, Spagnol colaborou de maneira decisiva para a criação do Pólo Tecnológico da Indústria Têxtil da região e trabalhou para a fundação do Sinditec.

O empresário Mário Zocca, presidente do Conselho do Polo Têxtil, considerou a morte do empresário como "uma grande perda ao setor têxtil". "O Joesel para nós foi um grande lutador", relembrou. Zocca, que era vice de Spagnol na presidência do Sinditec, contou que assumiu as negociações do setor em meio à crise provocada pela invasão dos artigos asiáticos. Foi no mandato de Spagnol que aconteceu o ato de protesto na Rodovia Anhanguera, em Americana, em 18 de maio de 1995, que foi um marco histórico para a cidade e região. "No dia da pancadaria o Spagnol estava afastado por problemas de saúde e eu assumi. Depois daquilo começamos a ir à Brasília para defender os interesses do Polo Têxtil", explicou. "Ele sempre dizia que não era o produto da China que fazia mal, mas o predatório que era o mal", destacou.

Homenagem

Spagnol foi homenageado no dia 21 de maio de 2010, em um evento no Teatro Municipal Lulu Benencase, em Americana, pelos 15 anos da manifestação que fechou a Rodovia Anhanguera e terminou em uma pancadaria envolvendo empresários, autoridades, trabalhadores e a Polícia Militar e jornalistas. O ato em de defesa dos produtos do Polo Tecnológico Têxtil, ocorrido em 18 de maio de 1995, se transformou no Dia Municipal da Indústria.