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14/12/2005 - Assembléia
aprova cobrança pelo uso da
água
Os deputados estaduais paulistas
aprovaram em uma sessão extraordinária,
no dia 13 de dezembro, na Assembléia
Legislativa do Estado, o Projeto de
Lei 676/2000, do governador Mário
Covas, que dispõe sobre a cobrança
pela utilização dos
recursos hídricos de domínio
do Estado. A matéria, desde
que foi encaminhada à Assembléia,
foi tema de diversos seminários
e debates. Agora, recebeu várias
emendas, sendo que muitas delas foram
reunidas em emenda aglutinativa incorporada
ao texto.
Nos próximos dias, o Projeto
segue para sanção do
governador do Estado de São
Paulo, Geraldo Alckmin. Ele tem um
prazo de 15 dias úteis para
aprovar ou vetar o texto. Caso haja
veto, o Projeto volta para o parlamento
paulista para nova apreciação
dos deputados, que podem derrubar
o veto ou não.
Com o objetivo de estimular o uso
racional desse recurso finito, o governador
Mário Covas encaminhou, em
98, o Projeto de Lei nº 20/98
para a Assembléia. No Legislativo,
o Projeto recebeu centenas de emendas
e voltou para o gabinete do governador.
Foi refeito e, desde 2000, tramitava
sob o número 676/00 no legislativo
paulista sem ir à votação.
'O setor têxtil teve participação
fundamental nesse processo. Atuou
com veemência e não permitiu
que os parlamentares aprovassem o
Projeto na versão original,
pois oferecia riscos para os setores
produtivos', comenta o coordenador
de Meio Ambiente do Sinditêxtil-SP,
Eduardo San Martin. Ele acrescenta
que, durante toda a tramitação
do Projeto, o setor têxtil fez
sugestões de emendas. Entre
elas, defende a criação
de um teto para a cobrança,
um teto na captação
e, ainda, a isenção
da taxa para as empresas que utilizam
a água para geração
própria de energia elétrica,
contemplando apenas aquelas que cumprem
a Lei Ambiental.
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