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Estudo da Engenharia Têxtil da FEI avalia durabilidade de carpetes

Duas formandas do curso de Engenharia Têxtil do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) realizaram estudos que envolvem estrutura de construção e performance ao uso dos carpetes e as propriedades de transporte de umidade dos tecidos. Os trabalhos fazem parte da 30ª Texpo (Exposição dos Projetos de Formatura do curso de Engenharia Têxtil).

No estudo Carpetes: estrutura de construção e performance ao uso, a estudante Amanda Marano Araujo, de 24 anos, avaliou resultados de testes de laboratório que simulam os efeitos de acordo com o ambiente de instalação. Foram comparadas quatro tipos de matérias-primas (poliamida, poliéster, lã e polipropileno), três tipos de veludo (bouclê, cut e saxony), quatro pesos de veludo e a influência da altura e do peso do veludo.

De acordo com Amanda, os resultados indicam a poliamida como a matéria-prima mais adequada para locais onde há grande circulação de pessoas. “A poliamida apresentou as melhores propriedades físicas, possui maior resistência à abrasão e tem menos deformação da fibra”, explica a estudante.

Umidade - Outro estudo avaliou as propriedades de transporte de umidade em tecidos de malha produzidos com diferentes matérias-primas. O estudo foi realizado no aparelho MMT, que permite estudar de formas dinâmicas o transporte de umidade em várias dimensões, o que influencia a percepção humana de conforto e frescor.

Os principais valores estudados envolveram a taxa de absorção de água, capacidade de transporte de umidade do lado interno para o externo do tecido e velocidade da difusão, ou seja, o quanto a fibra absorve e transporta de umidade. “O tecido que possui a melhor capacidade de transporte/gerenciamento de umidade é aquele que tem boa capacidade de transporte de umidade do lado interno para o externo e absorve maior quantidade de água do lado externo”, conta a autora do estudo Beatriz Gasparotto, de 22 anos.