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FIESP analisa 2011 e divulga expectativas para o próximo ano

“Este foi o ano em que o Brasil marcou passo”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf. Em entrevista coletiva, Skaf e membros da diretoria da entidade analisaram o panorama político e econômico de 2011 e anunciaram as expectativas da FIESP para o cenário nacional e internacional do próximo ano.

“Em 2011, a economia nacional não avançou”, analisou o presidente. Segundo ele, a carga tributária brasileira – a mais alta do mundo - e o câmbio oscilante têm diminuído a competitividade do País no mercado interno e externo. “O governo precisa controlar o câmbio, aumentar a concessão de crédito e reduzir a carga tributária”, salienta Skaf, lembrando que também o alto custo da energia é nocivo à produção da indústria.

De acordo com Paulo Skaf, um dos maiores problemas de 2011 foi a importação predatória, que reduziu de forma notável a produção industrial brasileira, notadamente a da indústria de transformação, cuja queda foi de 1,4% no terceiro trimestre em relação ao segundo. Segundo Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da FIESP, o resultado dessa queda é a estagnação do PIB brasileiro, que deve terminar 2011 com aumento de 2,8% e a redução na geração de postos de trabalho, tendência que, segundo Skaf, deve continuar em 2012.

“O governo brasileiro gasta o equivalente a 5,3% do PIB nacional para pagar juros”, afirma o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da FIESP, José Ricardo Roriz Coelho. Com o objetivo de ajudar os consumidores e empresas a compreender quanto o governo gasta com juros, a entidade criou o “jurômetro”, aparelho que mede periodicamente o valor despendido. “O jurômetro mostra também em que esse dinheiro poderia ter sido investido”, completa o diretor.

Em relação à inflação, o presidente da FIESP afirma que os números já eram esperados e que o ano deve terminar com o índice de inflação próximo ao teto de 6,5%. “A inflação saiu de nosso cenário de preocupação”, reforça Paulo Francini. A guerra dos portos, por outro lado, é fator preocupante para industriais, isso porque produtos importados ganham benefícios ao serem distribuídos em território nacional. Segundo Paulo Skaf, é necessário que o governo federal fortaleça e aumente a equipe Defesa Comercial. “O próprio governo brasileiro esfriou a economia”, avalia Skaf.