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17/02/2009 - Mão-dupla:
São Paulo vê exportações
de têxteis caírem 49%
e importações chinesas
aumentarem 48,6%
O setor têxtil e de confecção
paulista fechou o primeiro mês
de 2009 com um déficit de US$
47,2 milhões em sua balança
comercial. Foram importados US$ 66,9
milhões em produtos têxteis
contra US$ 19,8 milhões exportados.
Apesar do câmbio favorável,
os resultados de janeiro ainda não
refletem, seguindo a lógica
cambial, a redução nas
importações e nem o
aumento das exportações.
Para se ter uma idéia, a China
(principal mercado de importações
brasileiras) enviou ao País,
no primeiro mês do ano, 48,6%
a mais de produtos têxteis e
confeccionados do que em relação
ao mesmo período de 2008. O
aumento nas importações,
apesar da crise, é resultado
dos contratos fechados há seis
meses. Portanto, compras feitas antes
da crise tiveram seus produtos embarcados
em novembro e desembaraçados
pela alfândega brasileira em
janeiro. O Sinditêxtil-SP acredita
que esse crescimento deva sofrer redução
nos próximos meses. Já
no caso da queda pela metade das exportações
paulistas é explicado pela
recessão dos EUA e pelas medidas
protecionistas da Argentina, os dois
principais destinos das exportações
brasileiras de têxteis.
Após a crise, a China
adotou uma estratégia de redução
de preços como forma de manter
as exportações. O Brasil
é um país foco para
escoar essa imensa produção.
Esperamos uma redução
no valor das importações,
mas podemos ter uma surpresa no volume
nos próximos meses. Por sua
vez, outros países estão
adotando medidas de protecionismo
para dificultar a entrada de produtos
estrangeiros, como medidas preventivas
ao escoamento chinês. Nossas
exportações já
têm sentido essa barreira. Temos
licenças de importação
paradas na Argentina há mais
de 60 dias declarou Rafael Cervone,
presidente do Sinditêxtil-SP.
O Sinditêxtil-SP reafirma que
é preciso aproveitar o momento
e mexer urgentemente na questão
tributária para tornar os produtos
mais competitivos. O anúncio
do governador Serra, semana passada,
é positivo, pois inventiva
os investimentos, mantém o
mesmo deferimento para o ICMS paulista
(de 18% para 12%) e ainda isenta o
ICMS para compra de insumos que serão
destinados a produtos de exportação
(drawback paulista). Contudo, ainda
vamos insistir na redução
do ICMS para 7% conclui Cervone.
Exportações
Em janeiro, as exportações
paulistas de produtos têxteis
e confeccionados apresentaram queda
de 49,03% em termos de valor e 49,01%
em volume, se comparado ao mesmo período
do ano passado. As principais quedas
afetaram fibras têxteis (- 54,28%),
fios (-42,46%), filamentos (- 59,40%),
tecidos (- 60,97%), linhas de costura
(- 66,04%) e confecções
(- 46,64%).
Importações
No primeiro mês de 2009, quando
comparadas ao mesmo período
de 2008, as importações
apresentaram queda de 11,36% em termos
de valor e 29,76% em volume. Apesar
de queda geral, alguns produtos importados
tiveram crescimento, entre eles vestuário
(+ 50,41%), e roupas de cama, mesa
e banho (+ 16,08%).
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