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17/09/2007 - CPMF: Fiesp intensifica
ações contra a prorrogação
As ações da Fiesp (Federação
das Indústrias do Estado de
São Paulo) estão sendo
intensificadas contra a prorrogação
por mais quatro anos da Contribuição
Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF). A entidade inaugurou
nesta semana, em frente ao prédio
da entidade, um painel eletrônico
com o posicionamento dos parlamentares
do Congresso Nacional sobre a recriação
do imposto.
O presidente da entidade, Paulo Skaf,
também fez o lançamento
da linha telefônica 0800 770
3112, que a partir de segunda-feira
(17) receberá manifestações
da sociedade que não quer mais
o imposto do cheque. Ele ainda, nesta
semana, entregou um abaixo-assinado
com mais de 1,1 milhão de assinaturas
impressas em repúdio a prorrogação
da CPMF. O material, que chegou em
seis carrinhos de supermercado, foi
entregue ao presidente da Comissão
da CPMF, deputado federal Pedro Novais
(PMDB-MA), e ao relator, deputado
federal Antonio Palocci (PT-SP).
O diretor do Departamento de Ação
Regional da Fiesp, em Santa Bárbara,
Rafael Cervone Netto, destacou que
a entidade tem feito um trabalho grande
no Estado de São Paulo: "
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf,
tem se dedicado integralmente à
questão e conversado com deputados
e senadores. Somos contrários
ao imposto em si", protestou.
A Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira,
criada pela Lei nº 9.311/96,
é um tributo federal cuja finalidade
era arrecadar recursos para o Fundo
Nacional de Saúde, os quais
seriam aplicados em ações
e serviços de saúde.
Atualmente, parte desses recursos
é destinada também ao
Fundo de Combate à Pobreza
e somente 42% para a saúde.
O imposto passou a vigorar em 23 de
janeiro de 1997, baseada na edição
da Lei nº 9.311, de 24 de outubro
de 1996. A contribuição
foi extinta em 23 de janeiro de 1999,
tendo sido substituída pelo
Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF) até seu restabelecimento
em 17 de junho de 1999.
No primeiro ano, 1997, o imposto
arrecadou R$ 6 bilhões e agora
está previsto arrecadar R$
36 bilhões e em 2008 a previsão
é de R$ 39 bilhões.
Sua alíquota, originalmente
de 0,20%, foi elevada na época
de seu restabelecimento para 0,38%,
depois foi abaixada para 0,30%, em
17 de junho de 2000, e de novo aumentada
para 0,38%, em 19 de março
de 2001. Além disso, o Governo
Federal elevou sua arrecadação
em R$ 60 bilhões e que a previsão
é de que, em 2008, o aumento
chegue a R$ 70 bilhões. Mesmo
sem a CPMF, o governo deverá
arrecadar no total R$ 550 bilhões.
Para Rafael, a Constituição
Federal é clara quando diz
que não é legal a prorrogação
do imposto e o que será feito
é a sua recriação.
"A CPMF é um imposto ineficaz;
que foi desviado da sua função
original e é bengala para o
governo justificar o aumento de gastos
públicos", afirmou. E
completou que o governo deve buscar
o equilíbrio fiscal com redução
das despesas e aumento da eficiência
na gestão pública.
Camadas mais pobres
Outra observação feita
pelo diretor do Depar é que
o imposto penaliza principalmente
as camadas mais pobres da população:
"A CPMF é um imposto que
incide mais sobre quem recebe menos.
Quem ganha até dois salários
mínimos é muito mais
afetado", disse, acrescentando
que dois terço da população
não sabe que paga o imposto.
"A CPMF é um imposto em
cascata", emendou.
Quem quiser se manifestar contra a
CPMF pode procurar a Fiesp em Santa
Bárbara para assinar a lista
física ou entrar no site www.contracpmf.com.br,
a população também
contará, a partir de segunda-feira
(17), com uma linha telefônica
exclusiva para manifestar sua posição
a respeito da CPMF. O número
do telefone é 0800 770 3112
e a chamada, gratuita.
Os empresários possuem papel
importante contra o imposto, pois
são lideranças natas
e podem se engajar ao processo conversando
com os deputados e senadores que conhecem,
porque é uma obrigação
moral, ética e civil de todos
de pressionar os nossos representantes.
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