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19/03/2007 - Aumento da TEC é considerado insignificante

Representantes têxteis consideraram tímida a medida do governo federal em aumentar a TEC (Tarifa Externa Comum) para o setor de 20% para 35%. O aumento está sendo estudado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Na prática, significa que os produtos têxteis e de confecções produzidos no exterior devem ter taxas de importação equivalentes a 35% do seu valor quando entrarem no País. Essa taxa é a máxima permitida pela OMC (Organização Mundial do Comércio). A medida vai aumentar o preço dos importados e favorecer a indústria nacional, que reclama da concorrência desleal, principalmente dos produtos chineses.

O aumento da TEC é uma antiga reivindicação, mas para o presidente do Sinditêxtil-SP (Sindicato das Indústrias Têxteis do Estado de São Paulo), Rafael Cervone Netto, é insuficiente. "Precisamos desonerar rapidamente a produção, combater as práticas ilegais de comércio e realizar ao menos um acordo internacional com algum comprador potencial como Estados Unidos e União Européia", afirmou.

Para dar continuidade às negociações para desonerar a cadeia produtiva, o Departamento de Economia do Sinditêxtil está, em conjunto com a Abit (Associação Brasileira da Industria Têxtil e de Confecção), concluindo um projeto de lei para entregar aos parlamentares em abril, quando será feita nova mobilização do setor.
O presidente do Sinditec (Sindicato das Indústrias de Tecelagem de Americana e Região), Fábio Beretta Rossi, concorda com Cervone e acredita que o aumento da TEC apenas minimiza a crise do setor. "Perto do prejuízo causado pelas importações, essa medida é insignificante", afirma.

Em fevereiro, o déficit da balança comercial do setor foi de US$ 34,6 milhões. No ano, o déficit já acumula US$ 80,8 milhões, resultado do crescimento de 38,6% das importações e apenas 0,06% das exportações em relação ao mesmo período do ano passado.

 
FONTE: Todo Dia - Americana