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20/04/2007 - Setor Têxtil:
mobilização tem balanço
positivo
A Mobilização Nacional
do Setor Têxtil e Vestuário
teve um balanço positivo, informou
o presidente do Sinditêxtil-SP,
Rafael Cervone Netto. A ação,
que começou na terça-feira,
contou com sensibilizações
na Câmara e no Senado, audiências
com ministros e o ato no Salão
Nobre da Câmara.
Na terça-feira, Rafael Cervone
Netto, presidente do Sinditêxtil-SP,
e Fernando Pimental, da Abit (Associação
Brasileira da Indústria Têxtil)
estiveram na Câmara e no Senado
para sensibilizá-los e ratificar
o convite para o ato. Na quarta-feira,
ao longo do dia, foram realizadas
audiências com os ministros
Miguel Jorge, do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio;
Dilma Roussef, Casa Civil; Celso Amorim,
Relações Exteriores;
Carlos Lupi, do Trabalho e Emprego;
Walfrido Mares Guia, das Relações
Institucionais; e Luiz Marinho, da
Previdência Social, e Jorge
Rachid, secretário geral da
Receita Federal.
E a partir das 18h30 o ato no Salão
Nobre da Câmara dos Deputados,
houve a instalação de
uma mini confecção sob
coordenação do estilista
Ronaldo Fraga, e costureiras e 44
modelos entraram de mãos dadas
para chamar a atenção
para a importância do setor
têxtil e de confecção.
Em seguida houve o pronunciamento
do presidente da Abit, Josué
Gomes da Silva, a presidente da Federação
Nacional dos Trabalhadores de Confecções
e Vestuário, Eunice Cabral,
do líder do PSDB e do presidente
da Câmara dos Deputados, Arlindo
Chinaglia. Na ocasião foi entregue
também uma proposta de Super
Simples.
O presidente Arlindo Chinaglia afirmou,durante
a Mobilização Nacional
do Setor Têxtil e Vestuário,
que a Câmara está aberta
ao debate sobre o tema e buscará
saídas para a crise. Segundo
Rafael Cervone Netto, os deputados
e ministros se mostraram sensibilizados
e entenderam a urgência de medidas.
Desde o primeiro pleito, falou o presidente
do Sinditêxtil-SP, muito pouco
foi feito.
A mobilização reivindicou
diversos itens, entre eles a isenção
de impostos da cadeia têxtil
e de confecção; medidas
para coibir e acabar com a importação
ilegal desses produtos; e a promoção
de acordos comerciais com os principais
mercados do mundo, como Estados Unidos
e União Européia.
O prefeito José Maria de Araújo
Júnior, que esteve na mobilização,
disse que as empresas têxteis
estão passando novamente por
crise, principalmente por causa da
China que manda mercadorias ao Brasil
em grande quantidade. Ele destacou
que o importante é que há
um movimento forte novamente. "Estivemos
lá para dar o nosso apoio e
registrar presença", declarou.
Uma reunião de trabalho ficou
agendada para quarta-feira da semana
que vem (25) para discutir os detalhes
das medidas apresentadas no ato, com
o ministro Miguel Jorge, de Desenvolvimento,
Indústria e Comércio.
Além disso, serão agendadas
audiências com a Câmara
e Senado. O objetivo dessas audiências
é para que se convoquem os
Ministérios envolvidos, trabalhadores
e empresários.
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