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Sinditêxtil-SP e MDIC discutem crise no setor têxtil

 
 
Em reunião com MDIC, Alfredo Emílio Bonduki, presidente do Sinditêxtil-SP, afirma que 2011 foi um dos piores para o setor têxtil brasileiro

O Sinditêxtil-SP recebeu hoje (22) em sua sede, em São Paulo (SP) o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), Alessandro Teixeira, e a secretária do Desenvolvimento da Produção, Heloísa Regina Guimarães Menezes. Durante o encontro, que também contou com a participação de empresários, foi apresentado um panorama sobre a atual situação do setor têxtil e de confecção nacional.

Alfredo Emílio Bonduki, presidente do Sinditêxtil-SP, reconheceu que a visita dos secretários é de extrema importância para demonstrar a crise na indústria têxtil e de confecção. “Nunca tivemos um ano tão ruim como este. A presença dos secretários do MDIC, quase na véspera do Natal, com a Casa cheia de empresários, mostra a relevância do setor, mas principalmente o senso de urgência”, afirmou Bonduki.

De acordo com dados da ABIT, que foram expostos durante o encontro aos representantes do MDIC, o setor deverá fechar o ano com uma queda de 10% em seu faturamento, além do saldo negativo de 20 mil empregos ao longo do ano.

 
Alessandro Teixeira, secretário do MDIC, reconhece que o governo é contrário aos problemas com os portos do País
 

Ainda segundo informações da Associação, a balança comercial têxtil deverá alcançar um déficit de U$ 4,8 bilhões em 2011.

Para o secretário Alessandro Teixeira, a cadeia têxtil e de confecção é fundamental para a economia do País. Além disso, Teixeira fez declarações de que o governo está sensível às reivindicações deste segmento produtivo. “Estamos totalmente alinhados em fortalecer o setor. Devemos trabalhar com salvaguarda, monitorar todas as entradas do Brasil e aumentar o controle sobre as mercadorias. Com relação à Guerra dos Portos, queremos ter um projeto claro, transparente e efetivo, pois somos totalmente contrários ao que vem acontecendo”, reconheceu.

O secretário ainda afirmou que há grande chance do governo rever a alíquota de 1,5% sob o faturamento (Lei 12.546/11) para desonerar mais a indústria têxtil e de confecção.