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23/02/2009 - Setor têxtil
investe em projetos de inovação
Mapeamento realizado pelo Polo Tec
Tex (Polo Tecnológico da Indústria
Têxtil e de Confecção
de Sumaré, Santa Bárbara
dOeste, Nova Odessa, Hortolândia
e Americana) apontou a existência
de projetos de inovação
em 30 empresas de todos os segmentos
da cadeia têxtil instaladas
na região.
Os projetos integrarão o programa
Capacitação de Gestores
de Inovação na Indústria,
iniciativa pioneira no Estado e que
conta com apoio do governo estadual
por meio da Secretaria de Desenvolvimento.
Um evento realizado esta semana apresentou
a proposta a empresários dos
ramos de tecelagem, tinturaria, acabamento,
confecção e estamparia.
O programa vai capacitar gestores
e profissionais de 30 empresas para
a elaboração e formatação
de projetos inovadores dentro das
empresas.
O empresário tem uma
ideia boa de mudar o processo de tingimento,
dar um toque diferenciado, botar cheiro
no produto e não tem recurso
ou tecnologia para fazer isso. Então
esse profissional vai ser capacitado,
preparado para a formação
de projetos para trazer recursos para
a empresa, declarou Jarbas Martins,
gestor do Polo Tec Tex. O curso de
formação de agentes
de inovação terá
duração de 80 horas,
sendo 40 horas no formato de aulas
expositivas e dinâmicas de grupo
e 40 horas de assessoria técnica
para o desenvolvimento de projetos
inovadores. Teremos também
consultoria de campo nas empresas
com apoio da USP-Inovação,
Fiesp (Federação das
Indústrias do Estado de São
Paulo) e Sebrae-SP (Serviço
de Apoio à Micro e Pequena
Empresa do Estado de São Paulo),
disse Martins.
A capacitação começa
em março. Será disponibilizado,
via portal USP-Inovação,
todo o conteúdo lecionado e
de material de apoio, incluindo artigos,
capítulos de livros, leis,
documentos do governo e das agências
de fomento, manuais e outros. O
Polo vai ser um projeto-piloto do
setor e do Estado de São Paulo,
afirmou o gestor. O objetivo é
diferenciar o produto têxtil
final para garantir espaço
no mercado frente à concorrência
dos itens de vestuário importados
do continente asiático. A
ideia é a gente mudar a cabeça
do empresário e colocar instrumento
na mão dele, que é esta
capacitação, para que
ele consiga ter um referencial mais
voltado para a inovação.
Chegamos à conclusão
de que não tem como competir
de forma tão agressiva (com
os produtos chineses), comentou
Martins.
O que a gente tem de fazer é
elevar nossa diferenciação
e, com isso, agregar valor ao produto,
apontou. As iniciativas de vanguarda
não podem ser divulgadas por
uma questão de proteção
de dados contra espionagem industrial,
mas a relevância ao setor produtivo
é reconhecida pelo governo
estadual por meio deste programa,
segundo Martins.
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