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23/08/2005 - Setor Têxtil
exige salvaguardas contra a China
Empresários e trabalhadores
do setor têxtil e de confecção
realizaram, no dia 23 de agosto, na
Praça da Sé, no centro
de São Paulo, uma manifestação
para forçar o Governo Federal
a regulamentar as salvaguardas contra
a importação de produtos
chineses, que entram no Brasil subfaturados
e, com isso, prejudicam a indústria
nacional.
O encontro, que reuniu mais de mil
pessoas, teve o apoio da ABIT e do
Sinditêxtil-SP, e contou com
a presença de dirigentes de
diversos sindicatos. Se o governo
não criar salvaguardas, milhares
de trabalhadores vão perder
o emprego", afirma Sérgio
Marques, presidente do Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias
Têxteis de São Paulo.
Segundo ele, os 80 mil têxteis
na Grande São Paulo na década
de 1990 foram reduzidos a 22 mil nos
dias de hoje. Já Eunice Cabral,
presidente do Sindicato das Costureiras,
disse que se as salvaguardas não
forem adotadas, poderá ocorrer
quebradeira no setor.
O presidente da Força Sindical,
Paulo Pereira da Silva, anunciou que
vai solicitar uma audiência,
no dia 31 de agosto, em Brasília,
com os ministros de Minas e Energia,
Dilma Rousseff, e do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio,
Luiz Fernando Furlan. Queremos
negociar com o Governo, disse
ele.
O prefeito do município de
Santa Bárbara DOeste,
José Maria de Araújo,
destacou que o segmento têxtil
é o mais importante da região,
que também inclui as cidades
de Americana, Nova Odessa e Sumaré.
Estamos falando de mais de 34
mil empregos. Trabalhamos com matéria-prima
sintética (poliéster),
que na China é muito mais barato
e, assim, o Brasil não tem
condições de competir,
alertou. Devemos levar em consideração
que o produto manufaturado gera emprego
e renda. Queremos nossos direitos
resguardados, complementou.
Os deputados estaduais Vanderlei
Macris (PSDB) e Antonio Mentor (PT)
também apoiaram a manifestação.
Criamos na Assembléia
Legislativa de São Paulo uma
Frente Parlamentar em defesa do setor
produtivo paulista e o Têxtil
está entre eles. Aqui, hoje,
nasce um grande movimento, que alerta
para o problema dessa concorrência
desleal, afirma Macris.
Para ler a íntegra do Manifesto,
clique
aqui .
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