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24/08/2006 - Setor Têxtil Paulista acumula déficit no saldo da balança comercial

O Sindicato da Indústria Têxtil do Estado de São Paulo (Sinditêxtil SP) fechou o balanço do setor de janeiro a julho de 2006. De acordo com a entidade, o saldo comercial têxtil e de confecção de SP, apresentou uma inversão em comparação com o mesmo período do ano passado. O saldo positivo de US$ 12,2 milhões foi substituído por um déficit de US$49,8 milhões. Segundo Rafael Cervone Netto, presidente do Sinditêxtil SP, problemas de câmbio varolizado e alta carga tributária, contribuíram para o déficit do setor. ”Para nós é fundamental a reforma tributária, além de um choque de gestão no governo, e a redução de gastos públicos, tudo está intrinsecamente ligado à redução dos juros e da carga tributária. No caso da carga tributária já passamos do limite suportável, até porque nós concorremos com países, como a China, por exemplo, que tem carga tributária praticamente nula e taxa de juros muitas vezes negativa”.

Se comparado à indústria de transformação, de janeiro a julho deste ano, o setor têxtil de Vestuário obteve desempenho inferior em quase todos os tipos de índice analisados. O vestuário, no mês de Junho 2006 obteve isoladamente (-15,93%) em relação a Junho de 2005. Já o segmento de Fiação e Tecelagem, obteve crescimento de 0,75% no mês. O segmento de Fibras sintéticas e artificiais apresenta queda ainda maior. (-9,22%).

No Estado de São Paulo, números apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), sobre a produção física industrial, apontam ainda queda de (-3,03%) no setor Têxtil, e (-0.81%) em Vestuário no índice acumulado do primeiro semestre.

De janeiro a julho deste ano, as importações do setor têxtil de São Paulo alcançaram US$ 344,5 milhões, um aumento de 13,74% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o total importado foi de US$ 302,9 milhões. Em volume, o aumento foi de 11,21%,com 85,2 mil toneladas, contra 76,6 mil toneladas no primeiro semestre do ano passado.

Observando a trajetória do emprego no segmento têxtil de São Paulo, a partir de maio 2005, dados divulgados pelo IBGE trazem taxas negativas em quase todas as bases de comparação. Em julho de 2006, o setor têxtil apresentou queda de (-6,73%), já o de Vestuário queda de (-6,16%) em comparação ao mesmo período de 2005. Diferente do mercado de trabalho, as vendas no varejo apresentaram alta, o que demonstra que os produtos importados estão substituindo produtos fabricados no Brasil.

 
FONTE: Redação