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Sinditêxtil-SP debate referenciais de corpo

O Sinditêxtil-SP e a ABIT, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos (ABINT), ABNT e Senai-Cetiqt, realizaram, no dia 26 de agosto, na sede das entidades, em São Paulo, o 1º Evento Oficial para Alinhamento da Padronização de Medidas, que abordou temas como padronização dos tamanhos de meia e vestuário infantil, questões sobre vestibilidade e aplicações e utilizações de Nãotecidos.

O diretor superintendente da ABIT, Fernando Pimentel, e o gerente de infraestrutura e capacitação tecnológica da ABIT e Sinditêxtil-SP, Sylvio Napoli, mediaram as palestras. Pimentel iniciou o evento, abordando a necessidade de um processo que cuide do consumidor, apresentando praticidade e qualidade. “A padronagem é importante para estabelecer critérios e medidas ideais a consumidores diferenciados, principalmente os que compram pela internet, que buscam agilidade na hora da compra”, explicou o diretor.

Antes de apresentar a Norma 13.377 da ABNT que trata da padronização, o presidente da ABINT, Laerte Guião Maroni, e o coordenador do Comitê Técnico de Geossintéticos, Victor Pimentel, apresentaram as aplicações e utilizações dos artigos geossintéticos. “Utilizamos materiais geossintéticos a vida toda. São produtos que podem ser utilizados na composição de fraldas descartáveis, recapeamento de ruas e rodovias e até mesmo em urnas funerárias. São matérias altamente resistentes, que compõe uma série de elos em todos os segmentos da indústria, e no setor têxtil são utilizadas em roupas esportivas, lonas, air bags, roupas de segurança, como as dos bombeiros, entre outras”, afirmou o presidente da ABINT.

Sylvio Napoli abordou a questão da obrigatoriedade da padronização. “Essa é uma norma voluntária, adere quem quer. Mas as questões econômicas trarão a aceitação a essa norma, já que não ocorrerá mais desperdício na produção, tendo os moldes prontos para cada biotipo. As regras são quanto às medidas de corpos e não de roupas”, afirmou o gerente da ABIT e Sinditêxtil-SP. “O exemplo mais claro é o da camisa masculina. A norma é trabalhada no sentido de se fornecer medidas de pescoço da pessoa, ou seja, uma medida de corpo e nunca a medida do colarinho que é uma medida de roupa. Tudo isso dependendo do tipo e do modelo da roupa”, disse.

Para estabelecer as medidas dos corpos dos brasileiros, o Senai-Cetiqt realizou um estudo antropométrico utilizando um Body Scanner, que trabalha com tecnologia baseada em reflexos de luzes, que efetuam as medidas em segundos. O equipamento foi montado no Shopping Tijuca, no Rio de Janeiro e deve ser levado a diversas regiões do País. Foram contemplados 2500 voluntários, que emprestaram suas medidas para se obter diâmetros e valores para a pesquisa.

“Importante lembrar que todo esse investimento é em prol da movimentação econômica, pois a partir da padronização, a agilidade e facilidade nas compras serão imensamente maiores. Por exemplo, não haverá a necessidade de um provador, dando tempo ao consumidor e espaço físico ao lojista. Não só isso, o e-commerce será mais preciso na hora das vendas de confecções. É uma medida que trará avanços ao setor têxtil e varejista”, afirmou Gerson Abrange, consultor técnico do projeto.

Maria Adelina Pereira, coordenadora do Comitê Brasileiro Nº 17, que trata de têxteis e vestuário, abordou, entre outros temas, a questão das etiquetas que serão adotadas junto com a opção da empresa pela Norma 13.377. “Junto à etiqueta da descrição de lavagem e tecido, haverá uma nova com as medidas do corpo. No caso de uma calça, por exemplo, a etiqueta deve trazer as medidas de perna e cintura”, explicou.

O evento marcou também o lançamento da coletânea de Normas de Nãotecidos e Geossintéticos, que visa especificar a forma de utilização desses tipos de artigos em obras de engenharia civil.