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Indústria têxtil conta com classes C e D

A cidade de São Paulo recebe em outubro o International Textile Manufacturers Federation (ITMF), série de seminários que reúne a indústria têxtil mundial. É a terceira vez que o encontro anual acontece no Brasil - primeira foi em 1922 e a outra, em 1994 - e a iniciativa comprova que o crescimento econômico elevou o interesse pela cadeia do vestuário local.

O superintendente da Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Fernando Pimentel, diz que "a escolha do Brasil mostra que estamos vivendo sim um momento positivo”. O país, que era o sexto em produção mundial de têxteis, ocupa agora o quinto lugar, e para Pimentel, a tendência é melhorar ainda mais a posição no ranking mundial. O ITMF acontece de 17 a 19 de outubro, no Hilton em São Paulo.

Qual o consumo brasileiro de produtos têxteis?
 
O consumo brasileiro de fibras é de 12 quilos por pessoa. Com a ascensão das classes C e D a meta para este ano é chegar aos 18 quilos.
Atualmente 60% da produção é de ratigos de algodão e 40%, de fibras sintéticas.

O setor trabalha com a meta de alcançar US$ 6 bilhões em exportações, como está essa meta?
 
Há anos a associação tenta passar a receita de US$ 1,5 bilhão em exportação para US$ 6 bilhões.
A meta agora é alcançar esse objetivo em até seis anos. Para isso, contamos com a recuperação do cenário internacional que mostra fortes sinais de melhora.

Quais os pontos positivos desse evento para o país?
 
Além das palestras que são extremamente importantes para quem é do mercado, o evento divulga a indústria brasileira.
Pode ser uma porta para novas exportações e para contatos importantes de possíveis parcerias.
O ponto negativo é que muitos competidores também serão de olho em oportunidades para entrar no país.
 
 
Fonte: Brasil Econômico