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Indústria têxtil paulista mostra fôlego na geração de empregos em fevereiro

27/03/2017

A indústria têxtil e de confecção paulista surpreendeu ao reportar a contratação de 3.414 trabalhadores com carteira assinada em fevereiro, conforme apontam dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. 

No segundo mês do ano, o aumento foi de 0,37%. De janeiro e fevereiro, o Estado registrou o ingresso de 6.438 novos funcionários nestas empresas. 

O Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo (Sinditêxtil-SP) recebeu o desempenho do emprego no setor em fevereiro como um sinal de leve recuperação da economia. Pesquisa realizada pela entidade com empresários do ramo mostra que a expectativa para os meses de fevereiro e março é de que 54% dos entrevistados mantenham o quadro de funcionários. Já 26% esperam aumentar as contratações.

Para Luiz Arthur Pacheco, presidente da entidade, os números apresentados mostram que o pior da crise pode estar ficando para trás. “A se manter a tendência de retomada e as empresas recuperando o faturamento, os empresários ficam mais confiantes e voltam a investir e a contratar. Mas ainda é muito cedo para comemorar, pois perdemos mais de 50 mil postos de trabalho nos últimos 3 anos em SP”, explica. 

O executivo destaca ainda o comportamento positivo da inflação e dos juros, variáveis que vêm contribuindo para a retomada do otimismo entre o empresariado. Contudo, Pacheco aponta a necessidade de se avançar com as medidas de destravamento do crédito a juros menos exorbitantes, bem como as reformas, principalmente a trabalhista, fatores que podem contribuir em muito para que a tendência de crescimento se consolide. Para ele, “a insegurança jurídica gerada pela indústria de reclamatórias trabalhista é um dos principais entraves para que mais empregos sejam gerados nos setores produtivos, especialmente aqueles intensivos em mão de obra”, completa.

Interior 

A trajetória levemente positiva do setor têxtil foi verificada também por levantamento divulgado pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (DEPECON), da Fiesp/Ciesp, que mostrou aumento da ocupação industrial em importantes localidades do estado de São Paulo. 

Em Sorocaba, por exemplo, houve pequeno aumento de 50 postos de trabalho em fevereiro, desempenho puxado pelas contribuições positivas vindas das indústrias de Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios e de Produtos Têxteis, que tiveram crescimento no emprego de 8,64% e 1,97%, respectivamente, na comparação com o mesmo período de 2016. Já em Americana, o setor saiu de uma baixa de 0,45% para alta de 0,65% em fevereiro na comparação anual, influenciando o cálculo do indicador total da região. 

Uma das surpresas foi Araraquara, que registrou variação positiva de 1,26% no mês passado em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto em Marília o aumento identificado foi de 2,82%. 

No estado de São Paulo, a variação positiva do nível de emprego medida pela Fiesp/Ciesp no segundo mês deste ano foi de 0,15%, enquanto no interior o percentual apurado foi de 0,38%. Considerando-se as empresas que produzem artigos de vestuário e acessórios, o crescimento foi de 0,09% no Estado e de 0,42% no interior.


TAGS: indústria, textil, paulista, fôlego, empregos, fevereiro





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