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Vicunha mapeia talentos com projeto VNEXT

20/08/2018

A VTRENDS, já conhecido trend guide publicado semestralmente pela Vicunha, é o ponto de partida para marcas e estilistas se atualizarem no que se refere ao mercado têxtil e suas inovações. Nesta edição, a marca destaca o projeto VNEXT, criado para apresentar os talentos emergentes da moda e do design. Em parceria com o coletivo de moda e comportamento Say My Name, a temporada apresenta o olhar da tecelagem sobre o futuro da moda brasileira e internacional por meio de quatro nomes que prometem agitar o universo jeanswear.

Look Diego Gama

A primeira aposta da Vicunha é o estilista Diego Gama. Ex-jogador de basquete e formado em moda, trabalhou durante três anos como assistente de Fernanda Yamamoto. Sua marca homônima estreou nas passarelas na última edição da Casa de Criadores. Diego costuma, em suas criações, fazer releituras das peças sob um mood esportivo, com detalhes como silhuetas amplas e alongadas, punhos e golas que remetem aos uniformes. Seu olhar inusitado sobre as peças e a forma de uso dos materiais confere status de arte aos looks assinados por ele.

Look Gabriela Cajado 

Com o denim sustentável Life-Eco da Vicunha, Diego conseguiu traduzir a essência de sua marca, que tem como base a experimentação e a manipulação têxtil. O artigo, que se utiliza de menos matéria-prima virgem com o uso de fibras recicladas - além de economizar água nos processos de tingimento e acabamento - traduz o futuro do denim. “É muito importante para nós, designers, termos um espaço para propor novas maneiras de manusear o jeans, material que o mundo usa”, declara.

Look Pedro Korshi

Gabriela Cajado é outro forte nome apontado pela Vicunha para despontar no mercado atual. A estilista paulistana está à frente da Cajá, marca que surgiu quando Gabriela percebeu a falta de mulheres criando roupas para mulheres e, sobretudo, usando referências culturais brasileiras no universo street. O grande mote da estilista é “tecer ideias e valores em roupas, e tecer histórias em tapetes que vestem mulheres”. Apaixonada pelo universo da tapeçaria e da tecelagem manual, Cajá traz o handmade para o cenário da moda das ruas.

Look Renato Carvalho 

Sob uma paleta tropical, suas criações remetem a brasilidades, através de sarjas de diferentes gramaturas e texturas. O novo olhar de Gabriela cai sobre artigos como Ypoá, com visual refinado ideal para alfaiataria, trabalhado de maneira artesanal em uma construção que misturou fios de algodão com tiras do tecido. Já o brim Spinning Plus, da linha Athletic Color, com o toque e o conforto do moletom e alto stretch que garante movimento às peças, foi aposta para a calça com modelagem esportiva.

Look Renato Carvalho 

“Versatilidade, amplitude e funcionalidade, ou seja, as peças devem ser exploradas e usadas no seu potencial máximo.” Assim pensa Pedro Korshi, mais uma aposta do projeto. O estilista trendsetter que fez carreira como blogueiro na Inglaterra vai contra o modelo de consumo fast-fashion atual e tem como proposta conferir vários usos a uma mesma peça para, assim, diminuir o consumo desenfreado. Na VTRENDS, ele se desafiou a utilizar materiais nunca antes manuseados por ele, para criações com formas geométricas e futuristas. 

Look Gabriela Cajado 

Entre os tecidos, o denim 100% algodão Igor Black, da linha Essential, traz tingimento Special Black e peso que garantem versatilidade e visual moderno às peças. Já a sarja Tech, da linha Rippel Color, de mood sporty, reúne a maciez do algodão com o que há de mais moderno em coating. Em seus looks, Pedro conseguiu usufruir do melhor de cada tecido, criando itens como calças e parkas multifuncionais que, por suas estruturas, podem se transformar em novas peças.

Look Diego Gama 

Renato Carvalho, mais conhecido como Kitty Kawakubo - seu nome de drag queen - revisitou os processos de criação de seus looks de performer para este projeto. O estilista-promessa optou por usar duas sarjas: uma delas com estampa de onça, da linha Surface Printed, que ganhou efeito emborrachado e pinturas à mão, e a Comfort Aquarius, com propriedades que transportam a umidade e o suor para o tecido, também tingido artesanalmente. A escolha das bases e shapes teve a ver com funcionalidade, característica importante para o designer amante do queer. “O processo criativo é mais importante do que a roupa em si. É sobre o aprendizado na manipulação”, resume.


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