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Secretária de Desenvolvimento Econômico de SP prestigia reunião do Sinditêxtil-SP

14/08/2020

Reunião mensal do Sinditêxtil-SP tratou de interesses do setor

Patrícia Ellen da Silva, secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, participou da reunião de Diretoria que o Sinditêxtil-SP realizou ontem (13) e apresentou ações do governo estadual para enfrentamento da pandemia da Covid-19 e perspectivas para retomada das atividades empresariais e industriais. Ela enfatizou que o setor têxtil e de confecção paulista tem sido muito ativo juntamente às ações governamentais. “O apoio e a dedicação de vocês têm sido muito inspiradores para nós”, destacou.

Quando questionada pelo presidente Luiz Arthur Pacheco sobre o possível corte do atual incentivo de ICMS concedido ao setor desde 2017, objeto do Projeto de Lei nº 529/2020 encaminhado pelo Executivo paulista à ALESP no último dia 12/08, a secretária Patrícia Ellen enfatizou reconhecer a relevância da indústria têxtil e de confecção para a economia do Estado e, atenta também às suas vulnerabilidades, principalmente no atual momento, irá agendar uma reunião presencial para breve, visando discutir possibilidades que tragam o menor impacto possível do referido PL para empresas do setor.

Entre as ações futuras, a secretária também se comprometeu a visitar, em breve, o pólo têxtil da região de Americana para uma reunião com representantes do setor e definição de prioridades, tendo em vista inúmeros gargalos a serem enfrentados e solucionados.

O encontro, realizado virtualmente, também contou com a participação de Roberto Padovani, economista chefe do Banco BV. Ele apresentou detalhes sobre o cenário econômico atual no Brasil e no mundo e perspectivas. “Apesar da produção têxtil ter caído 22% de janeiro a junho comparado ao mesmo período do ano passado, os indicadores econômicos em geral estão melhores do que o esperado. Isso por conta dos estímulos fortes e rápidos que foram feitos pelos governos de diversos países, incluindo o Brasil”, pontuou. “O segundo semestre deverá ser menos dramático que o primeiro”, projetou o economista, que também previu uma migração de investimentos para setores produtivos, tendo em vista a expectativa de baixa rentabilidade das aplicações financeiras, em razão da manutenção da taxa SELIC, que deverá permanecer em baixa ainda por um longo período.


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